quarta-feira, 13 de julho de 2011

A tendência da actualidade portuguesa

Ninguém consegue adivinhar a influência da Troika nos diversos componentes da nossa economia. Até porque a dependência do elemento externo é de tal forma vincada que poderá ser alterada qualquer que seja a conjuntura.

Com o advento das Empresas de Rating- que não é mais que uma opinião de uma empresa com créditos supranacionais sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros

Exemplo- Mody’s, Stander and Poor´s e Fitch and Rating -, só para falar nas três maiores que detêm o oligopólio mundial Influenciam com as suas opiniões e de que forma toda a Zona Euro.

Classificando os países desta Zona desde:

a) Mais alta qualidade AAA até

b) Inadimplente em atrazo questionável D

c) Passando por vários estados intermédios



Para tentar impedir a Zona Euro com epicentro em Bruxelas, Casa Mãe em Outubro próximo já publicamente anunciou que irá proceder à publicação de um pacote legislativo que tentará minorar ou mesmo por fim à influência das empresas de Rating na Europa. Tarefa árdua E já vão três, a Grécia, Irlanda, Portugal já com resgates e vozes indiciam Itália e Espanha como os próximos países Note-se são todos países da Europa periférica e nenhum da Europa Central No nosso país é mais ou menos pacifico que o pacote fiscal adotado pela Troika e pelos partidos do arco do poder PSD,CDS-PP e PS que levará até 2013 a uma a retracção do consumo interno, por via de mais carga fiscal a fim de restabelecer a credibilidade financeira, A haver menos consumo interno que prejudicará e de que forma as empresas que só conseguem dada a natureza dos seus bens vender no mercado interno As outras voltam-se para a exportação para minorar os efeitos Vozes dirigem-se que haverá também um aumento de falências para as empresas mais débeis no mercado, as com grande escalas de custos e de grande endividamento à banca, o que não é difícil de prever



O mercado de arrendamento urbano será dinamizado com a quebra da construção civil, mas com o potencial aumento da mobilidade das pessoas favorecendo os empregos.

Ganha o mercado de arrendamento com legislação a adotar novas medidas mais actuais Mas perde sobremaneira o da Construção Civil, com insondáveis prejuízos dos promotores, empreiteiros, fábricas de material de construção civil, cerâmicas, etc, etc...

Já hoje muitos promotores e empreiteiros cessaram e liquidaram a actividade por insustentabilidade financeira. Neste sector a crise sente-se de tal forma que teme-se que só as maiores empresas com o “core” espalhado por vários mercados e países sobreviverão Os empreiteiros das PME’s estão em risco de desaparecerem. O que é grave pois a Construção Civil, embora área de muitas falências foi o barómetro da economia anos a fio conseguindo em muitos e muitos casos um assinalável desafogo às classes emergentes.

O Ajudante de pedreiro que passava a pedreiro e posteriormente a Promotor da Construção Civil, gerando emprego e dinamizando o sector está-se a diluir não subindo na pirâmide Assiste-se hoje ao invés, ao envelhecimento do tecido da industrial, construção civil, algo impensável há meia dúzia de anos Já se afirma amiúde que o sector está a desaparecer, e é onde se temem as maiores insolvências.

Nos Tribunais nunca o Processo de Insolvência de particulares e de empresas nunca foi tão volumoso Muito mau sinal.

No IRS, a palavra de ordem é restringir nas deduções fiscais e isenções fiscais.

Estima-se que o estado venha a arrecadar mais que 100 cem milhões de receitas com esta medida No crédito à habitação já concedido as sucessivas amortizações ao capital e juros acabarão com a respectiva dedução no IRS Na empresa limita-se o reporte de prejuízos fiscais de quatro para três anos, já foram de cinco anos não há muito tempo levará a um aumento dos impostos

No património o IMI, antiga Contribuição Autárquica que se destina para canalizar para o Poder Local, Autarquias, Câmaras, Juntas de freguesias quase todas têm passivos muito assinaláveis, pensa-se em arrecadar mais 250 milhões de receitas, com o corte de isenções já em 2012 e aumento taxas de incidência em 2013.È de salientar que quase todas as Câmara já tinham chegado ao máximo possivel dos coeficientes de incidência, esperando-se para breve a respectiva alteração legislativa Muitas Juntas de Freguesia vão desaparecer ser assimiladas, Actualmente são mais que 4.000 no nosso desenho autárquico E´ publico que a Troika exige o emagrecimento das Juntas de Freguesia, com o controle do Governo e da ANJF



Em contrapartida, aumenta-se o IMT, antiga SISA a com o objectivo de penalizar a obtenção de propriedade de imóveis e fomentar o arrendamento Nos Impostos Sobre o Consumo -IVA É certa a revisão das taxas reduzidas 0.05% e 0,06%, e intermédias 0,13% de alguns produtos. Não se prevê o aumento da taxa máxima de 23% O gás bem de primeira necessidade irá aumentar de 6% para 13% ou 23%.

O IVA, o imposto mais rápido a criar riqueza para o Estado, mas o mais cego, pois atinge toda a população que é diferenciada nos seus rendimentos com a mesma taxa estima-se em arrecadar mais 410 milhões para aos cofres do Estado no próximo ano fiscal.



Nas localidades do interior já desertificado com fenómenos de migração para o litoral e para o estrangeiro, o novo aumento do Iva faz com que as populações fronteiriças vão abastecer cada vez mais sem retorno na vizinha Espanha onde o preço é mais favorável.

Vejam-se os exemplos de Bragança, Castelo Branco, Elvas, Beja e todos os revendedores de combustíveis perto da fronteira que tiveram que fechar ou foram à falência.

O comércio tradicional já de si em crise por todo o território, crise essa que veio para ficar, nas zonas fronteiriças agrava-se com mais um novo elemento que é o aumento constante do IVA e da proximidade da vizinha Espanha

Nos impostos especiais, para garantir mais uns milhões de receita adicionais os alvos são os automóveis, que já de si são o ninho de ovos de ouro do Estado há muitos e muitos anos e o tabaco.

Há que sanear as Finanças Públicas, o despesismo do Estado Portugal prepara-se como qualquer economia em quase ruptura de expurgar as dívidas colocando vários furos no cinto das famílias e empresas , com politicas de austeridade Os Portugueses até estão a aceitar e a compreender certos aumentos da fiscalidade.

Porém a fiscalidade é um meio não um fim Porém não compreenderão se esses restringimentos a máquina do estado continuar gulosa e cheia de gorduras como há vinte anos para hoje notoriamente está Se a grande parte das empresas públicas continuarem a ter prejuízos assinaláveis em situações de monopólio, mantendo mordomias principescas Portugal não poderá só ter austeridade para pagar o resgate. A Europa não dá, nem poderia fazê-lo. Empresta com juros mais favoráveis, estando a economia uns anos fora do mercado. Mas mais ano menos ano voltará ao mercado. Há que prepará-la Portugal neste tempo de austeridade deverá porque é o tempo Organizar-se:

Deixar de ser um País quase de serviços que hoje lamentalmente o é, para ser um país produtivo.

Na agricultura que quase foi desmantelada com a adesão à zona Euro, no Parque Industrial etc..

O empreendorismo terá que ser acarinhado.

Regista-se com agrado neste campo pela primeira vez a criação de uma secretaria de Estado do Empreendorismo.

Ficamos à espera de mais medidas...

António Falé de Carvalho
Sócio/Partner

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